domingo, 15 de janeiro de 2012

Rabiscos de uma Madrugada de Março

Eu acho que eu desisto, é isso aí.
Tanto tempo sem escrever, sem filosofar.
Exatas é um campo difícil de definir...
Faz você recusar a poesia e a literatura a que contraiu.
É difícil quando não temos um papel pra rabiscar
Uma poesia pro tempo passar.
Mas o pior é quando da nossa imaginação não podemos usar,
Pois toda a matéria furta-a para se memorizar
E no craniano ficamos apenas a:
-
-
-
Consolidar!

Brilho Distante

Mateus sentia o frio da manhã

Todos os dias, enquanto comia a sua verde maçã.

Ele era alto e gelado

Decerto, o seu crescimento fora descontrolado.

A questão era que Mateus odiava existir

Por quê ele sempre tinha que sorrir?


Então, um certo dia Mateus decidiu

Arrumaria a sua mochila e partiria do Brasil.

Mas lembrou-se de sua mãe

O que seria dela? Ele amava tanto mamãe!

Uma carta escreveu com uma explicação

Disse: "Mãe, eu te amo, mas a vida aqui não tem razão".

A mãe chorou e adoeceu

Enfim percebera que a sua criança cresceu.


Para a Itália Mateus partiu

Levou uma mochila, pouco dinheiro e o seu eu-medroso que um dia existiu.

Alegrou-se por não ter que existir

Ah, como era doce o seu silencioso elixir.

Deu vida aos olhos e explosão aos sentidos

Era o gosto de se exibir perante os desconhecidos.

Enfim entendeu a razão de viver

A vida nada mais era do que deixar acontecer.


Mateus escreveu: "Minha mãe querida,

Explorar novos lugares e fazer a própria comida

Pode parecer trabalhoso, mas ensinaste-me bem

Que é mais venturoso aquele que vai além.

Daqui vou prosseguir até a minha força estar esgotada

Um beijo e não me espere acordada".

Rir é Necessário

Eu amo pessoas honestas,

Simples, que falam português de verdade.

"É memo, num é?" dizem as pessoas corretas.

Não que as outras não sejam, mas dessas eu sinto mais saudade...


Arrogância não é comigo,

Risar-se-ar* com um amigo

Ou jogar-se na lua,

Caminhando maravilhado pela rua.


É simples, a vida,

Porque bom humor é muito necessário.

Desse jeito torna-se fácil a ida,

E só quem não quer não é mesário!


Vam'bora, isso tem que ter,

Porque o sonho é necessário.

Aqui não quero sempre amanhecer,

Muito menos ter a maquinária rotina de um empresário!


*Segundo a poética, rir esplendorosamente; De tanta alegria, surge risar-se-ar.

Calmaria

Quatro horas da manhã...
Mas não citarei a bohêmia.
Vou dormir e mamãe censurará que já é amanhã.
Eu direi que isso faz parte da mordomia.

Sangue, pra não perder o costume.
Mas só nos filmes premiados, isto é, drama sem terror.
As estantes rangem não aguentando o volume.
Apesar do disco rígido imenso eu gosto do calor.

Tristeza. Só um pouquinho.
Quando Quaresma e Macunaíma morrem.
O silêncio propicia a mim, o leitorzinho.
Eu acho que a eternidade é só do homem.

Musicar sem limites.
Comer com os seus.
Que as férias sejam infindes,
Assim como...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reunir-se-ão

Ela sai sem ter entrado... é uma ilusioniosta.
A valsa acaba sem um par ter dançado... é pior do que o regime stalinista.
Mas que coisa é essa? "What the hell!" diriam os telespectadores.
Porque agora tudo o que a gente faz é pra inventar dissabores.
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Novamente, uma valsa destroçada. Quanta repetição.
Risos e confidências são trocados, mas tudo acaba como em uma Revolução.
A mais idosa se levanta: -Cansei dessa vida bastarda!
A mais nova teoriza: -Não faça isso,senão pode ser metralhada!
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Todos olham atônitos para aquela nova expressão.
Ato não-autorizado dessa sociabilidade sem razão.
Um viva ao aniversariante! O bolo vem em seguida.
Falam, emocionados, de como surgiu essa vida.
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Rápido comem. Novamente o medo da fome.
Acabou-se a guerra, mas ficou-se o hôme.
Aquele do uniforme, ditando a hora
Em que todos os parentes, esgotados, devem ir já embora.
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As palavras flutuam. Batem no craniano.
O televisor dilui tudo aquilo que era pra ser humano.
A senhora reflete: -Não deveria ter me entregado.
A mais nova blasfema: -Família é mesmo um condimento estragado!

Ex(Mérito)

Hasteia a bandeira,
Que somos irmãos.
Não faça bobeira,
Senão o ditador corta as nossas mãos.
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Eu não acredito mais:
Fui exposta a uma nova perspectiva.
Mas não vou me render, jamais!
Afinal a vida é movida por expectativa...
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Hasteia a bandeira
E finjimos amá-lo.
Deixa de bobeira,
Nunca temos certeza, já pensamos até em encurralá-lo!
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A haste é a mesma, o símbolo não...
Não tenho certeza, mas esta é a nossa Nação!
Defendo e luto, mas fico confusa...
De luto, reluto. Se não amar-te fico reclusa.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Farsa da Escolaridade(Primeiro Ensaio/Teatro)

Duas jovens,apesar dos nomes mais apegados à idosas,discutem num tom aparentemente calmo.

Lucinda: - Maldição!......

Clotilde: - Desnecessário...desnecessário!

Lucinda: - O que eu faço agora?-Lucinda se descabela e chora.

Clotilde: - Calma Lu,calma.Não adianta você ficar assim,agora é estudar mais ano que vem.

Lucinda: - Mas ele,aquele professor ultrapassado,não me passou por 0,25!-Lucinda grita e chora ainda mais,nervosa.

Clotilde: - Ele é um idiota mesmo,cretino total!

Lucinda: - Tomara que ele fique doente,que tenha lepra!-Agora grita louca.

Clotilde: - É mesmo,ele merece!

O vizinho do bloco da frente observa-as.Duas meninas sentadas uma de frente à outra em uma mesa redonda de mogno.Com xícaras nas mãos.Devia ser café,ou chá,por ser um dia fresco.Mas era café,com certeza.Final de ano,estresse,a gente acaba precisando dessas coisas que tem o grupo amina,afinal o grupo amina deixa a gente ligado.O vizinho era químico e sempre pensava essas coisas quando analisava as pessoas ou xeretava mesmo.

Lucinda,vestida com uma camiseta baby look branca,engasga.Sua garganta tapa repentinamente;ela cai no chão e fica cada vez mais azul.

Manchete do dia seguinte:"Moça azul,camiseta branca manchada de preto".Afinal era café,pensa o químico.

Victório Sarkis

He was kind, he was generous, A truly gentleman. He was my man, he was gorgeous, A real trust man. Great adventures we had toget...